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GENEBRA - A Organização Mundial de Saúde (OMS) pediu "transparência" ao Brasil no combate ao novo coronavírus. Em entrevista coletiva à imprensa, a organização ponderou que a pandemia ainda está "longe de acabar", com crescimento na América Latina.
— O Brasil precisa entender onde o vírus está, como controlar os riscos. A OMS espera que a comunicação seja consistente e transparente — afirmou Michael Ryan, diretor executivo do Programa de Emergências em Saúde da instituição — A OMS entende que o governo brasileiro continuará relatando diariamente dados sobre a incidência e mortes de forma separada.
A organizaçao também alertou que, apesar de queda no número de casos em muitos países, a pandemia não está controlada e segue em ascensão na América Latina.
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— Isso está longe de acabar — afirmou a diretora técnica da OMS, Maria van Kerkhove.
O governo Jair Bolsonaro foi criticado por especiiaistas por restringir o acesso a dados relacionados ao coronavírus no Brasil. Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram a quantidade e a qualidade dos dados.
O horário de divulgação dos dados, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificulta ou inviabiliza a publicação dos números em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, ao comentar a mudança.
Já o portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite da última quinta-feira. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação.
Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica.
Fonte: O Globo
Postado por Redação
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