Reprodução
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) confirmou no início da tarde desta segunda-feira o primeiro caso da variante Ômicron do coronavírus no Rio de Janeiro, após exames de sequenciamento genômico. A amostra é de uma mulher de 27 anos, residente de Chicago, nos Estados Unidos, que buscou atendimento em unidade de saúde municipal assim que chegou ao Brasil, na segunda-feira passada. Trata-se de um caso isolado, sem transmissão comunitária.
Baixe o app da ArarunaTV em seu celular e tenha acesso a todo nosso conteúdo. É leve e gratuito: clique aqui.
A paciente está com sintomas leves, sob o monitoramento da Vigilância Municipal do Rio de Janeiro, e em isolamento domiciliar desde o dia 13, quando desembarcou no país. Todos os contactantes rastreados testaram negativo, informa a prefeitura. Ela está vacinada com duas doses da vacina contra a Covid-19, mas ainda não recebeu o reforço.
- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -
Nada muda na cidade em termos de protocolos contra a Covid-19, informa o secretário de Saúde da capital, Daniel Soranz. Ainda segundo ele, como os contatos imediatos da paciente não foram diagnosticados com a doença, o caso dela é isolado, não se tratando, portanto, de transmissão comunitária.
A Secretaria municipal de Saúde (SMS) informa que não há nenhum outro caso suspeito em investigação neste momento.
O Rio já teve três casos suspeitos da nova cepa que acabaram descartados. O primeiro foi identificado no fim de novembro e descartado no início deste mês, depois que exames apontaram a presença da variante Delta na amostra. Os outros dois foram investigados e descartados na semana passada, após teste negativo para a Covid-19.
Para o epidemiologista Diego Xavier, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde, da Fiocruz (Icict/Fiocruz), é preciso reforçar os cuidados já conhecidos contra o contágio.
— Costumo dizer que a pior variante é o comportamento das pessoas. Contra Ômicron, Delta e todas as outras variantes, as recomendações são as mesmas: a vacinação em dia, o uso de máscara, o cuidado com a ventilação dos ambientes, evitar aglomerações... Sabemos que a Ômicron tem um potencial de contágio maior — pontua o especialista.
Segundo ele, dados preliminares indicam que a Ômicron, apesar de ter provocado um aumento de casos onde se instalou, não causou uma alta significativa de internações e mortes por Covid-19 em locais com boa cobertura vacinal. O Rio hoje tem 87,7% de sua população total com a primeira dose e 79,7% com o esquema completo.
A vacina, embora eficaz para prevenir casos graves e óbitos, não anula a transmissão, lembra Xavier. Para impedir a disseminação do vírus, diz ele, deve-se recorrer a medidas não-farmacológicas, como a proteção facial.
— O que a gente vê quando olha para a Europa é um aumento considerável no número de casos. E a importância de evitar um aumento de casos está no fato de que, quanto maior o número de pessoas infectadas, maiores as chances de termos pessoas com quadros graves — explica o epidemiologista.
Combater o contágio é importante, portanto, até se a Ômicron se provar mais branda, o que ainda não aconteceu.
— Alguns estudos bem específicos, realizados em ambiente controlado, o laboratório, sugerem que a Ômicron tem uma capacidade de infecção de brônquios mais elevada do que a capacidade de infecção de pulmão. Isso seria um atenuante, porque diminuiria a probabilidade de desenvolvimento de um quadro de pneumonia e, por consequência, de caso grave e morte. Mas são dados de laboratório, que ainda precisam de verificação na prática — completa Xavier.
Postado por Redação
Comentários
Outras Notícias
Educação
IFPB abre inscrições para mais de 700 vagas em cursos técnicos
Ler Notícia
Paraíba
Presidente do Sebrae Nacional, Rodrigo Soares apresenta dados sobre pequenos negócios da Paraíba
Ler Notícia
Paraíba
Governador Lucas Ribeiro anuncia convênio com a Clipsi e assegura que hospital segue atendendo população de Campina Grande e região
Ler Notícia