Coronavírus
China registra maior número diário de casos de Covid-19 desde abril

Publicado em 14/06/2020 09:09

Reprodução

PEQUIM - A China anunciou, neste domingo, 57 novos casos de Covid-19, o número diário mais alto desde abril. A notícia traz o temor do recurdescimento da doença no país onde surgiu a epidemia no fim de dezembro de 2019. Segundo a Comissão Nacional de Saúde, 36 dos novos casos são de pessoas infectadas localmente em Pequim. As autoridades sanitárias da capital chinesa afirmaram que os casos estão vinculados com o mercado de Xifandi, ao sul da cidade, que vende a maior parte dos produtos frescos consumidos em Pequim. O país contabiliza oficialmente 4.634 mortes na pandemia e mais de 80 mil casos.

O novo foco identificado nos últimos dias levou as autoridades chinesas a decretar o confinamento de 11 bairros residenciais próximos ao mercado, o fechamento de nove colégios e creches e a suspensão de eventos esportivos, reuniões e visitas em grupo a outras províncias.

Mesmo assim, outros dois casos foram confirmados no domingo na província de Liaoning, no noroeste do país. De acordo com as autoridades, eles estão vinculados com os contaminados de Pequim. Xu Heijan, funcionário local, disse à imprensa que Pequim entrou num "período extraordinário".

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Um homem de 56 anos, que trabalha como motorista de ônibus no aeroporto e visitou o mercaod de Xifandi antes de ficar doente, é um dos novos casos confirmados neste domingo, como informou o Diário do Povo, órgão de imprensa do Partido Comunista.

A seção de carne do gigantesco mercado estava fechada neste domingo. A AFP constatou que centenas de policiais e seguranças bloqueavam o acesso àquela zonal. Todos os trabalhadores do mercado, os vizinhos ao estabelecimento e as pessoas que visitaram o local têm de fazer o teste de diagnóstico do novo coronavírus.

As empresas, assim como outros bairros da cidade, começaram a quesionar os empregados e os moradores sobre seus movimentos recentes, Um mercado de verduras adjacente a Xifandi abriu neste domingo, e os caminhões chegavam para entregar e recolher a mercadoria. Um motorista afirmou que quando estava recolhendo caixas de cogumelos para levar a supermercados e a restaurantes em Pequim a máscara escorregou do seu rosto.

"Medo? Não", disse Zhang à AFP. "Mas não tenho escolha. Sou parte da classe mais baixa da sociedade. Por isso tenho que trabalhar para ganhar a vida".

Em ruas próximas ao mercado, a população estava confinada em suas casas e os restaurantes fechados. Um morador, chamado Chen, contou que tem feito várias viagens de carro até a entrada da comunidade para levar alimentos para sua família. "Assim que acabar, me juntarei a eles. Então, não poderei mais sair".

Alimentos em destaque

A Covid-19 surgiu no final do ano passado no mercado da cidade de Wuhan, onde eram vendidos animais selvagens vivos. O último surto em Pequim se concentrou na higiene na cadeia alimentar da cidade. Segundo a imprensa estatal, o vírus foi detectado em tábuas usadas no manuseio de salmão importado. A maioria dos supermercados removeu o produto de suas prateleiras.

As autoridades de Pequim ordenaram que a cadeia alimentar fosse inspecionada com foco em carne fresca e congelada, carne de frango e peixe em supermercados, armazéns e serviços de catering. A maioria dos casos nos últimos meses foi de chineses vindos do exterior para casa. As outras 19 infecções relatadas no domingo foram todos casos importados, incluindo 17 viajantes em um voo da China Southern de Bangladesh. Dado o elevado número de casos, o regulador da aviação civil anunciou que a rota Dhaka-Huangzhou está suspensa por quatro semanas.

Irã

O Irã anunciou neste domingo que o novo coronavírus causou mais de 100 mortes nas últimas 24 horas. Há dois meses, o país não registrava mais de uma centena de óbitos num único dia. As autoridades sanitárias iranianas registraram 107 novos mortos por Covid-19 entre sábado e domingo, segundo Sima Sadat Lari, porta-voz do ministério da Saúde. No total, são 8.837 mortos.

Fonte: AFP


Postado por Redação

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