Economia
Confiança das micro e pequenas empresas cresce pelo segundo mês consecutivo, aponta Sebrae e FGV
No Nordeste, o setor de comércio apresentou uma das maiores altas no índice dentre as regiões

Publicado em 24/06/2021 10:19

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Em maio deste ano, pelo segundo mês consecutivo, as micro e pequenas empresas demonstraram um sinal de recuperação, após uma forte queda da confiança em março. A informação é da Sondagem de Micro e Pequenas Empresas, realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com a pesquisa, o Índice de Confiança de Micro e Pequenas Empresas (IC-MPE) subiu 5,4 pontos em maio, atingindo o patamar de 93,5 pontos. Este é o maior nível desde dezembro de 2020, quando o índice alcançou 94,6 pontos. 

O IC-MPE agrega os índices de confiança dos três principais setores da economia - comércio, serviços e indústria de transformação. Nos últimos dois meses, houve um crescimento de 11 pontos na confiança dos donos de pequenos negócios. Todos os setores apresentaram resultados positivos, mas comércio e serviços, que estavam com um baixo índice, estão dando sinais de recuperação. 

Considerando apenas o setor do comércio, as regiões Sudeste (91,4 pontos) e Nordeste (84,7 pontos) apresentaram as maiores altas no índice de confiança, sendo que ambas subiram 13,9 pontos. Já no tocante aos serviços, os donos de pequenos negócios do Nordeste apresentaram queda de -2,9 pontos na confiança, com um total de 81,8 pontos em maio. Além disso, considerando o setor da indústria, o Nordeste apresentou o menor índice de confiança do país, com 88 pontos. No entanto, em relação ao boletim anterior, o índice registrou crescimento de 1,5 ponto. 

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“O setor de comércio começa a enxergar e projetar a grande retomada na economia que, globalmente, já emite seus sinais nos países que avançaram no processo de vacinação. Na proporção que a flexibilização aumentar, as demandas de consumo que estão sendo reprimidas durante o isolamento social irão impulsionar as vendas para as próximas datas do calendário. O setor de serviços, por sua vez, é altamente dependente do capital humano e da qualificação da mão de obra, que tem sofrido muitos desafios durante a pandemia com o aumento da rotatividade”, analisou a gerente da Unidade de Gestão Estratégica e Monitoramento do Sebrae Paraíba, Ivani Costa. 

O índice de Confiança das MPE do comércio foi o que apresentou o maior incremento na confiança, passando de 79,9, em abril, para 90,5, em maio, representando um aumento de 10,6 pontos. Nos últimos dois meses, o comércio demonstrou uma recuperação de 22 pontos. A alta da confiança das MPE desse setor decorre do aumento da satisfação com a situação atual, o desempenho nas vendas efetivas de maio e da melhoria das perspectivas de vendas para os próximos três meses. 

Um dos setores mais impactados pela pandemia do coronavírus, o de serviços também tem demonstrado sinais de recuperação e teve um aumento de 7,2 pontos apenas no mês de maio, atingindo 86,9 pontos. Este é o maior nível desde fevereiro de 2020 (95,1 pontos), ou seja, período pré-pandemia. Em abril, a confiança dessas empresas já havia crescido 4,6 pontos. O Índice de Confiança das MPE de serviços (MPE-Serviços) foi influenciado, principalmente, pelo aumento da demanda atual e pela melhora do otimismo em relação a tendência dos negócios nos próximos seis meses. 

Por sua vez, após cinco meses seguidos de queda, o Índice de Confiança das MPE da indústria de transformação (MPE-Indústria) voltou a subir. Contudo, a alta de 1,9 ponto, chegando a 97,7 pontos, recupera apenas 9,2% das perdas dos últimos meses. Entre os segmentos mais relevantes da indústria, o de vestuário foi o que mais contribuiu para a melhora da indústria, com alta de 14,8 pontos, levando a 87,9 pontos, após cinco quedas consecutivas. Já o segmento alimentos teve queda de 4,5 pontos, para 82,4 pontos. 

Fonte: UNIDADE DE COMUNICAÇÃO E MARKETING - SEBRAE PARAÍBA


Postado por Redação

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