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Resumo das Novelas /
Postado em 18-03-2014 às 21:27
‘Em Família’: conheça a doença do personagem de Gianecchini na novela
Problema afeta principalmente o ventrículo esquerdo, que apresenta diminuição da força para bombear sangue para o corpo

Quem acompanha as novelas de Manoel Carlos sabe que o autor gosta de abordar temas polêmicos. Depois da inesquecível cena de Camila (Carolina Dieckmann), em Laços de Família, raspando a cabeça ao lidar com a leucemia, e de Luciana (Alinne Moraes), de Viver a Vida, ficar tetraplégica após um acidente, é a vez de Cadu (Reynaldo Gianecchini), de Em Família, ter uma grave doença na trama das nove. O personagem, que já tem sentido falta de ar, vai descobrir um edema no tornozelo. O diagnóstico será dado por  Silvia (Bianca Rinaldi): cardiomiopatia dilatada.

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A doença atinge o músculo do coração e pode levar à perda progressiva da capacidade física e até a morte. Mas, afinal, quais as causas do problema? Pode aparecer em qualquer idade? Tem tratamento? Para responder essas e outras dúvidas, o Terra conversou com a  cardiologista Luciana Fonseca da Silva, da Beneficência Portuguesa de São Paulo, e com cardiologista Hélio Castello, diretor da Angiocardio, de São Paulo. Confira a seguir.

Doença
A cardiomiopatia dilatada é uma doença do músculo do coração, afetando principalmente a sua câmara de bombeamento principal, o ventrículo esquerdo. Ele se torna dilatado e apresenta diminuição da força para bombear sangue para o corpo. “Pode haver envolvimento dos dois ventrículos, direito e esquerdo”, acrescentou a cardiologista Luciana.

Sintomas
A doença causa sintomas de intensidade variada, podendo ser até assintomática, segundo a cardiologista Luciana. Entre os indícios comuns está a falta de ar ao fazer esforço ou até em repouso, dependendo do grau de comprometimento. “Pode ainda causar palpitações, fraqueza, tontura, inchaço, desmaios e até a morte”, acrescentou o cardiologista Castello.

Causas
A causa da cardiomiopatia dilatada muitas vezes não é conhecida, e por isso também pode ser chamada de cardiomiopatia dilatada idiopática. A forma familiar ocorre em 20% a 30% dos casos, sugerindo que tenha características genéticas, segundo a cardiologista Luciana. Pode ser secundária a hipertensão, diabetes, disfunção valvular, alterações hormonais, infecção (vírus, bactéria ou protozoário), uso abusivo de álcool, após infarto e/ou obstruções arteriais por aterosclerose, como acrescentou o cardiologista Castello.

Faixa etária
Devido à grande variedade de causas, a cardiomiopatia dilatada pode afetar pessoas de todas as idades, incluindo bebês e crianças. Ainda assim o cardiologista Castello afirma que é mais prevalente após os 40 anos.

Diagnóstico
É feito por meio de exame clínico detalhado (história clínica e exame físico) associado a exames complementares (exames laboratoriais, radiografia de tórax, eletrocardiograma, ecocardiograma, holter, teste de esforço, cateterismo cardíaco, ressonância magnética do coração, biópsia do miocárdio, teste genético).

Tratamento
O tratamento depende do tipo de cardiomiopatia, da gravidade dos sintomas e das complicações. Ele envolve mudanças no estilo de vida, como controle de diabetes, colesterol, pressão arterial, dieta balanceada, parar de fumar, perda de peso, evitar uso de álcool e drogas ilícitas, além de redução do estresse. Medicamentos podem ser usados para melhorar os sintomas e retardar a progressão. O tratamento cirúrgico pode ser indicado em alguns casos específicos. Transplante cardíaco e implante de dispositivos de assistência circulatória (coração artificial ou dispositivo de assistência ventricular) são opções nas fases mais avançadas.

Cura
“Não existe cura, exceto em casos iniciais e secundários (ocasionados por doenças como hipertensão e diabetes), em que o tratamento da doença de base pode reverter o quadro cardíaco. Nos pacientes transplantados, pode-se conseguir a remissão do quadro com melhora da sobrevida”, disse o cardiologista Castello.

Consequências
Se a doença não for tratada, pode levar à perda progressiva da capacidade física e até a morte, de acordo com o cardiologista Castello.

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