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Política /
Postado em 18-05-2017 às 16:35
Temer pode escrever carta de renúncia; áudios serão divulgados, diz Janot

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acaba de pedir o levantamento do sigilo em que Michel Temer avaliza o pagamento de um mensalão para comprar o silêncio de Eduardo Cunha, seu parceiro no golpe parlamentar, que destruiu a economia e a imagem do Brasil.

Com a divulgação dos áudios, Temer não terá condições de ficar nem mais um dia no Palácio do Planalto e sairá da História como merece: pela porta dos fundos.

Carta de renúncia pode ser escrita ainda hoje.

Leia, abaixo, notícia do Valor:

Janot já pediu retirada de sigilo de áudio com Temer

BRASÍLIA - (Atualizada às 9h44) O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já pediu nesta quinta-feira (18) o levantamento do sigilo sobre as provas colhidas no âmbito da delação premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos do grupo J&F.

O pedido foi feito ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator da Lava-Jato na Corte. Fachin, entretanto, não tem prazo para analisar à solicitação.

Quando o sigilo cair, se tornará pública a suposta gravação na qual o presidente Michel Temer incentivou o pagamento de uma mesada para manter em silêncio o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Também serão disponibilizados os vídeos com entrega de dinheiro a pessoas ligadas ao senador Aécio Neves (PSDM-MG), bem como o áudio em que ele teria pedido R$ 2 milhões a Joesley.

Apesar do choque causado pela notícia da delação, antecipada pelo site do jornal "O Globo", agentes políticos avaliam que é a divulgação das provas que vai desencadear as consequências da denúncia.

OAB

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) já havia informado hoje a intenção de protocolar no STF ação pedindo a retirada do sigilo das gravações.

Segundo a entidade, seu presidente, Claudio Lamachia, deve ter uma reunião com o ministro Edson Fachin.

"Se as gravações forem confirmadas, Temer perde as condições de seguir à frente do Palácio do Planalto", diz Lamachia.

A Procuradoria-Geral da República pediu a prisão do senador e do deputado federal Rocha Loures (PMDB), mas Fachin decidiu levar o caso a plenário. A votação deve ocorrer ainda hoje.

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Por: Brasil 247
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