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Simone Leal
Graduada em Comunicação Social pela UFPB ( Relações Publicas) e Jornalismo pela Faculdade Maurício de Nassau. Mãe de Layla e Vittória. Uma apaixonada por rádio, jornal, TV, política e novas mídias.
Simone Leal /
Postado em 05-10-2017 às 12:09
Vamos falar de infância


Passei a infância indo para os filmes dos Trapalhões nas férias de final de ano, quando o cine Plaza e Municipal de propriedade do saudoso empresário Luciano Wanderley fazia sessão extra pois a fila se alongava numa curva na Visconde de Pelotas e chegava até a frente do Prédio do INAMPS nas imediações da rua Frutuoso Barbosa em João Pessoa . Os trapalhões marcaram a infância de muita gente hoje na casa dos 40, 50 anos. Era tipo o Domingão do Faustão daquela época. Antecedia o Fantástico aos domingos. A família brasileira tinha duas opções dominicais: Sílvio Santos na antiga TVS hoje SBT ou Os Trapalhões na Rede Globo .
Vamos lá. Renato Aragão é digno de todas as homenagens do mundo. O advogado baixinho do Ceará foi fenômeno de bilheteria, lotava circos por todo Brasil com seus três amigos: Dedé Santana , Mussum e Zacarias. Eu mesma os vi numa dessas apresentações no palco do Cine Plaza. E senta que lá vem história. Muito oportuna a homenagem da Globo a Renato ainda em vida. O atual Mussum tem um desempenho perfeito numa composição de personagem do ator Mumuzinho, Já o ator que faz o novo Zacarias também muito bom ,a voz se você fechar os olhos lembra na mesma hora o saudoso personagem da versão original do humorístico. O ator Bruno Gissoni por sua vez, o atual Dedé levemente menos caricato cumpre o seu papel. A crítica e diga-se de passagem construtiva seria para que o atual " Didi ou como queiram os antigos "Didi Mocó Colesterol Sonrrisal Novalgina" isso mesmo,sem vírgulas interpretado pelo ator paraibano Lucas Veloso não se atenha a ter somente a mesma voz de Renato Aragão.  Veloso é um ator de potencial, antes da tv vem dos palcos da vida. Lucas deu show na Dança dos Famosos no Domingão do Faustão. Ao vê-lo sentimos como se ele estivesse o tempo todo preocupado em ser a cópia fiel de Renato, sem o seu toque pessoal. Fica parecendo que o foco dele é fazer como Renato fazia o Didi, sem sua marca pessoal.  Uma linha tênue entre a imitação perfeita e o caricato .

Por: Simone Lea
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