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Odilon Medeiros
Consultor em gestão de pessoas, palestrante, professor universitário, mestre em Administração, especialista em Psicologia Organizacional, pós-graduado em Gestão de Equipes, MBA em vendas.
Odilon Medeiros /
Postado em 29-03-2015 às 19:31
Tive uma boa ideia. Isso já é o suficiente para obter sucesso?

Tenho a certeza que já nasci consultor, pois desde muito cedo sempre gostei de orientar as pessoas de modo que elas pudessem obter resultados sempre melhores.

Contudo o que fui aprendendo com o passar dos anos foi que, elas nem sempre querem ser ajudadas. Muitas vezes, tentam justificar, criam desculpas e alternativas apenas para continuarem agindo, realizando um projeto de forma aleatória.

Não que eu queira estar sempre certo, mas olhando os projetos e as ideias do lado de fora, sem o apego natural e com certa dose de experiência, tenho a oportunidade de ter uma visão mais aprofundada e crítica e isso aumenta as possibilidades de sucesso.

Penso que, esse comportamento das pessoas, sejam elas lideres ou liderados, seja proveniente da ansiedade, da vontade de agir rápido, de executar, de obter resultados e tudo isso da maneira mais simples e sem esforços, como com a elaboração de um planejamento.

Lido com muitos empreendedores e eles acreditam piamente que ter uma boa ideia seja suficiente para que o seu projeto dê certo. Afirmo sempre que, ter uma boa ideia faz parte de um projeto, mas ela em si, apenas, não é o suficiente para que o projeto de certo.

Antes de dar continuidade ao desenvolvimento desta conversa com você leitor, entendo que e importante fazer um esclarecimento. Quando estou atuando como consultor, digamos profissional, ou seja, via de regra, quando as empresas me procuram, me contratam e sou remunerado pelo meu trabalho, meus contratantes sempre seguem o que oriento.

Mas quando atuo como consultor, digamos, informal, onde tento passar algumas dicas para pessoas conhecidas, de forma espontânea e sem qualquer tipo de vínculo profissional, inclusive sem ser remunerado, as minhas ideias nem sempre são aceitas.

Acredito (uso esse termo porque nunca pesquisei para ter certeza disso) que por elas entenderem que são autossuficientes, por acreditarem que são capacitadas para levar adiante o projeto (mesmo que não saibam que não são

- o tal do "eu cego" da janela de Johari, onde os outros observam em mim o que eu não observo), por não quererem praticar o desapego com as suas ideias. É uma confirmação daquele pensamento nacional que afirma que o que é grátis não é valorizado.

Voltando ao assunto, vejam esse caso hipotético: suponhamos que alguém teve uma ideia qualquer para montar um negócio e as primeiras providencias foram destinadas a adquirir os equipamentos. Seria esse o melhor caminho? Óbvio que não! Na realidade, a aquisição dos equipamentos, efetivamente, não seria a prioridade nesta fase. E o que seria, então? Você tem ideia?

Muitas pessoas acreditam que saber realizar a tarefa a qual se propôs a transformar em negócios também é suficiente, mas também não é!

A primeira fase é analisar a viabilidade (seja ela econômica ou não, pois alguém pode pensar em fazer algo filantrópico). E como fazer isso? Como obter essa resposta? Fazendo uma pesquisa de mercado. Com ela serão obtidas informações do tipo: há mercado para as soluções que eu estou pensando em oferecer? Quanto e com qual frequência o meu consumidor vai adquirir os meus produtos? Onde o consumidor dos meus produtos está localizado? Quanto o meu cliente quer ou pode pagar pelo meu produto? Qual a maneira mais eficiente de me comunicar com o meu publico? Qual a matéria-prima mais adequada? Onde estão os meus fornecedores? etc. Em outras palavras e resumindo: vou obter dados (e não informações baseadas em “achismos”) e constatar se a ideia que eu tive é tão boa quanto eu pensava ou não. E, assim, correrei menos riscos de ter prejuízo de tempo e de dinheiro.

E por falar em dinheiro e importante saber, quanto vou precisar para abrir e movimentar a minha empresa, se for ocaso.

Constatada a viabilidade, é hora de fazer um plano de negócios. E é nessa hora que devo pensar nos equipamentos entre outras coisas. Mas será que tenho que comprar tudo? Será que eu posso terceirizar parte da produção? Será que eu posso arrendar ao invés de investir em aquisição de equipamentos? Onde encontrar as linhas de financiamento, etc.

Se o empreendedor acha que é complicado gerir essas fases, como vai conseguir gerir o negócio?

Até agora falamos do empreendedor com foco na montagem de um negócio, mas, e quando falamos de ideias na condução de projetos específicos de equipes, será que a situação muda? É claro que nunca podemos generalizar, mas, muitas vezes, o fato se repete.

E muito comum encontrarmos gestores que não querem que sejam apresentadas sugestões de melhoria. Para alguns a ideia que ele teve e formulou estratégias para implantação é suficiente. Já vivenciei situações assim. E muitas vezes o que era previsto aconteceu: os resultados não chegaram. Quando chegam, podem ter certeza, que se tivessem tido a participação de mais de uma pessoa, seriam muito melhores. Reforço: nada é tão bom, que não possa ser melhorado.

E como gerir as ideias, então? Recomendo observar o seguinte:

- Se sinta livre para aceitar ou para recusar, desde que tenha dados para isso;

- Evite dar um não apenas por estar preso a velhos paradigmas. Dê um não ou um sim, mas de forma consciente, após a análise cada situação;

- Não invente desculpas ou álibis para você mesmo, pois para os outros, isso não ira funcionar;

- Desapegue, abra espaço para o novo, para o mais.

- Dê sempre retorno, positivo ou não, para as pessoas envolvidas no projeto;

Lembre-se que não há mais espaço para amadores, tudo requer uma gestão profissional, inclusive a gestão das ideias. Assim, diante do que foi dito, só me resta dizer: produza, estimule a participação, crie, analise... Ou então, simplesmente, aja e seja feliz!

Por: Odilon Medeiros
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