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Nice Almeida /
Postado em 09-06-2014 às 09:53
Araçagi e Pilar terão reforço contra o crack

Mais da metade dos municípios paraibanos (54,73%) enfrentam problemas com o crack, uma das drogas mais violentas da atualidade. Segundo estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), já são 104 as cidades que vivenciam a realidade do dia-a-dia com essa droga. E, no Diário Oficial da União deste dia 02 de junho, veio a publicação de um reforço orçamentário para combater o crack. Porém, os números não são satisfatórios tendo em vista a dimensão e o alcance desse problema na Paraíba.

Apenas dois municípios paraibanos, foram inseridos na lista dos que vão receber aumento nos recursos que devem ser utilizados na Rede de Atenção Psicossocial, para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Araçagi e Pilar foram os contemplados, cada um com R$ 339.660 mil, totalizando R$ 679.320 mil para a Paraíba. Em todo o Brasil, somente 31 municípios entraram nessa lista.

É condição obrigatória para o recebimento de recursos do Fundo Nacional de Saúde a existência de fundo municipal de saúde, apresentação de plano de saúde, aprovado pelo respectivo conselho municipal de saúde, do qual conste a contrapartida de recursos próprios no orçamento do Município.

Num universo de 166 cidades que enfrentam problemas com drogas em geral (álcool, crack, cocaína, etc), o que são duas cidades beneficiadas? Como combater esse mal que deve ser considerado um problema de saúde pública sem aporte financeiro e sem estrutura física para tratar aqueles que já mergulharam nesse mar de lama que é a droga?

O crack, então, é um dos piores. Basta ‘experimentar’ para estar viciado. E depois de viciar a batalha se torna gigantesca para aquele que usa o entorpecente e para todos da família do dependente químico. Em alguns casos, na maioria deles, não basta força de vontade, é preciso apoio familiar, moral e estrutural para conseguir o tratamento e se libertar do vício.

Essa é uma droga violenta que causa uma dependência mais brutal ainda. E não é com abandono ou repressão que esse mal vai acabar. É preciso coragem para encorajar aos que já são dependentes. É preciso investir, também, para evitar que os que ainda não estão afundando nesse poço, nem chegue perto dele.

O mal deve ser acabado desde a sua raiz. Significa tratar quem já é dependente e evitar que quem não o é, se torne.

 

Nice Almeida
Jornalista - DRT 2660

Por: Nice Almeida
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