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Odilon Medeiros
Consultor em gestão de pessoas, palestrante, professor universitário, mestre em Administração, especialista em Psicologia Organizacional, pós-graduado em Gestão de Equipes, MBA em vendas.
Odilon Medeiros /
Postado em 11-09-2013 às 05:31
Espiritualidade, felicidade e lucratividade nas empresas

Com o passar do tempo, começamos a ser mais exigentes, a não aceitar meias verdades, a buscar sentido em tudo. Inclusive na nossa vida pessoal e profissional. É neste cenário que entra algo desconhecido por muitos gestores: a espiritualidade dentro da organização.

Seja sincero: você está pensando que eu estou falando de algo ligado à religião? Não, não estou falando de nenhuma religião, mas se você pensou que sim, você não está sozinho. Muitos profissionais que gerem pessoas por muitos anos, pensam que tudo é a mesma coisa. 

Se não é religião, o que é então? Vamos esclarecer...

Excetuando as pessoas das gerações Y e Z que estão mais preocupadas em viver o aqui e o agora e ainda não despertaram para a necessidade de se questionar so br e o que realmente dá sentido à vida, so br e o que, efetivamente, é importante, so br e os valores pessoais, todas as demais buscam respostas para essas inquietações. 

É fácil perceber que estas questões não são de caráter material, mas sim espiritual.

E quando estamos falando de sentido de vida, valores, etc., estamos incluindo os aspectos ligados ao trabalho.

Observe se você, independentemente de ocupar uma posição de líder ou de liderado, não se já pegou questionando: qual o sentido ou o significado do meu trabalho para mim ou para a sociedade? Muita gente anda fazendo isso...

Alguns teóricos (como McCarthy, por exemplo) afirmam que este questionamento é reflexo do “colapso do materialismo” e que a descoberta que temos seguido uma crença em um sistema incompleto e superficial, tem levado à perda de valor e gerando insatisfação e mal-estar. Você concorda com ele?

Na minha prática profissional, não encontro o tal colapso que foi citado, pelo menos de forma generalizada. Não vejo que seja apenas isso. Vejo que é “também” isso. Percebo que as pessoas continuam valorizando os aspectos materiais do trabalho, seja produzindo ou consumindo. E não vejo nada de errado nisso! As empresas vão produzir bens materiais que precisam ser consumidos. Sem consumo não há emprego. De ideologia apenas, ninguém so br eviverá.

Percebo, entretanto, que o trabalho, atualmente, tem um sentido mais amplo. As pessoas buscam fazer com que os resultados sejam materiais, mas que estejam ligados aos seus valores, coerentes com aquilo que lhes dá sentido à vida. Assim, elas buscam maneiras para serem mais elas mesmas em seu local de trabalho, buscando maneiras de serem autênticas naquilo que fazem e como fazem.

E assim podemos deduzir que desco br ir o significado do trabalho é a parte central da espiritualidade dentro da organização e que o papel do líder é, entre tantos outros, possibilitar que isso ocorra.

Transformar empresas normais em empresas espiritualizadas, ou seja, em empresas que adotam e praticam valores éticos e morais e que transcendem os objetivos puramente comerciais, é possível e lucrativo.

Observa-se que empresas espiritualizadas normalmente apresentam colaboradores mais felizes e mais comprometidos, maior afetividade dos indivíduos para com a organização, que se tornam mais produtivas e mais criativas e com imagem positiva junto à sociedade. Qual o gestor não gostaria de ter uma empresa assim?

Para que esse gestor atinja esses objetivos, é necessário seguir alguns passos, mas primeiro é importante deixar bem claro que espiritualidade nas organizações não corresponde a nenhum fenômeno religioso e nem implica na conversão de ninguém a qualquer sistema de crenças religiosas. Logo, ele não pode “forçar a barra” para que um colaborador siga a sua ou qualquer religião.

O gestor deve ter consciência que tem um papel muito importante para prover as condições onde o equilí br io possa ser retornado para as vidas de seus colaboradores e para o desenvolvimento de um sentido para as atividades organizacionais de uma maneira que fiquem em harmonia com a vida nos seus mais diversos sentidos. Além do mais, o gestor deve estimular os processos de autoconhecimento e permitir que colaboradores identifiquem seus valores mais importantes.

Gerir pessoas é saber que elas vivem em busca de razões para tudo. Inclusive para viver. Ajudar a encontrar as resposta é o seu papel. E, então? Você anda fazendo isso?

Pense nisso. Haja, seja feliz e gere felicidade.

Por: Odilon Medeiros
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